Depois de nove anos em segundo, Santa Catarina liderou o ranking mais respeitado do país. Foram 87 pontos, a maior nota da sua história.
Por 14 edições seguidas, São Paulo liderou o Ranking de Competitividade dos Estados, o levantamento mais respeitado do país sobre o desempenho econômico e social das unidades da federação. Depois de nove anos ocupando a vice-liderança, Santa Catarina alcançou pela primeira vez em sua história o posto de estado mais competitivo do Brasil.
A notícia não passou despercebida. No mesmo dia, 27 de agosto de 2026, portais como o Economia SC e o ND+ estamparam a mesma manchete: Santa Catarina supera São Paulo e chega ao topo do ranking pela primeira vez em 15 anos. Não é discurso político nem projeção otimista — é um dado técnico, publicado e replicado por veículos independentes no mesmo momento.
Não é um bom ano. É a soma de muitos anos.
O que torna esse resultado diferente de um simples salto de posições é a origem dele. Santa Catarina não chegou ao topo por um indicador isolado que puxou a média para cima em 2026 — chegou porque vem construindo, ano após ano, uma base larga de resultados em áreas que normalmente andam separadas: segurança, educação, geração de emprego, capital humano.
É esse acúmulo que explica por que o estado é hoje o mais seguro do Brasil há oito anos consecutivos, e não apenas no ano em que o ranking foi divulgado. Manter uma posição como essa por quase uma década é o tipo de resultado que não se constrói com uma gestão, mas com uma trajetória.
Os números por trás da liderança
O Ranking de Competitividade dos Estados é produzido pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e compara os 27 estados brasileiros a partir de 100 indicadores, distribuídos em dez pilares que vão de segurança pública a potencial de mercado, passando por capital humano e sustentabilidade social.
Santa Catarina fechou a edição de 2026 com 87 pontos — a maior nota da sua própria história — contra 80 pontos de São Paulo, o antigo líder. O estado venceu isoladamente quatro dos dez pilares avaliados: segurança pública, capital humano, potencial de mercado e sustentabilidade social.
Mas o dado que melhor traduz a solidez dessa liderança é outro: Santa Catarina está entre os cinco melhores colocados do país em todos os dez pilares do ranking, sem exceção. É um equilíbrio que nem o próprio São Paulo, líder histórico do levantamento, conseguiu alcançar — o que mostra que o resultado catarinense não depende de poucos pontos fortes, mas de um desempenho consistente em praticamente todas as frentes medidas.
O avanço também aparece nos saltos pontuais dentro da própria edição: Santa Catarina passou da 9ª para a 2ª posição em educação e da 3ª para a 1ª em potencial de mercado, ambos no mesmo ano.
Um resultado que pertence ao estado inteiro
Um resultado dessa magnitude não nasce de uma única cidade, mas do conjunto de regiões que sustentam a economia catarinense — do litoral ao oeste, dos polos industriais às cidades portuárias. Itajaí, com o segundo maior porto do país e uma das rendas per capita mais altas do estado, é uma dessas peças: parte do motivo pelo qual Santa Catarina chegou onde chegou, e um retrato em escala menor do que o dado estadual representa.
O que fica depois da manchete
Manchetes duram um dia. O que fez Santa Catarina chegar ao topo levou nove anos — e é isso que continua ali depois que a notícia sai do noticiário. Rankings sobem e descem a cada edição; a infraestrutura, a segurança e a atividade econômica que sustentam esse resultado não desaparecem quando o próximo levantamento for divulgado.
É por isso que uma posição em uma tabela nunca é o ponto final da história. É o retrato de um estado que já vinha se preparando havia anos para estar exatamente aqui — e que segue se preparando para o que vem depois.
A Construttore constrói em Santa Catarina com esse mesmo horizonte: pensando em durar mais do que qualquer ranking, inclusive este.